Gordura autóloga: uma nova perspectiva para a regeneração da pele

E se a gordura do nosso próprio corpo pudesse ser utilizada não apenas para restaurar o volume facial, mas também para melhorar a qualidade da pele?


Essa é uma das propostas mais interessantes da medicina regenerativa aplicada ao rejuvenescimento.
Durante muitos anos, a gordura autóloga foi usada, principalmente, para preencher áreas que perderam volume com o passar dos anos. Hoje, sabemos que o tecido adiposo tem propriedades biológicas que vão muito além dessa função: ele contém células estromais, componentes vasculares e substâncias sinalizadoras que participam dos processos naturais de reparação e regeneração dos tecidos.
O que é Nanofat?
É uma das técnicas mais estudadas, desenvolvida a partir do processamento da gordura retirada do próprio paciente.
Por meio de um processo de emulsificação e filtração, a gordura é transformada em uma suspensão mais fina, que perde grande parte da sua capacidade de proporcionar volume, mas preserva componentes com potencial regenerativo.
"Diferentemente da lipoenxertia tradicional, o objetivo do Nanofat não é preencher rugas ou aumentar o volume do rosto, mas favorecer a melhora da qualidade da pele", comenta a Dra Flávia Piza.
Como ele atua na pele?
Os componentes presentes no tecido adiposo podem participar da comunicação entre as células, da modulação da inflamação e dos mecanismos de reparação tecidual.
Estudos clínicos e histológicos têm demonstrado aumento da espessura dérmica, reorganização das fibras de colágeno e melhora da textura e da elasticidade cutânea que podem favorecer no tratamento da pele fina e atrófica, das rugas superficiais, das cicatrizes de acne e de algumas alterações relacionadas ao fotoenvelhecimento.
Pode ajudar, inclusive, no tratamento da região ao redor dos olhos, onde a pele é naturalmente mais delicada e sofre alterações importantes com o envelhecimento.
Regenerar é diferente de preencheR: Essa talvez seja a principal mudança de conceito.
Os preenchedores tradicionais atuam principalmente na reposição de volume e sustentação dos tecidos, já as técnicas regenerativas procuram melhorar características biológicas da pele. O que não significa substituir os tratamentos que já conhecemos, mas ampliar as possibilidades de uma abordagem individualizada do envelhecimento.
A ciência demonstrou resultados animadores, mas é importante compreender que essa é uma área em desenvolvimento. Estudos sugerem benefícios na qualidade cutânea e tratamento de cicatrizes.
O futuro do rejuvenescimento é regenerativo?
"A medicina estética caminha para uma compreensão cada vez mais ampla do envelhecimento, considerando não apenas a perda de volume e a flacidez, mas também as alterações celulares e estruturais que acontecem na pele ao longo dos anos", pondera a Dra Flávia Piza.
Nesse cenário, o uso da gordura autóloga é uma possibilidade promissora para aproveitar recursos biológicos do organismo na recuperação dos tecidos. "Mais do que transformar a aparência, o grande objetivo das novas abordagens regenerativas é preservar e melhorar a qualidade da pele ao longo do tempo", finaliza.
E essa é uma das perspectivas mais interessantes para o futuro da medicina estética. Para nós, o futuroé agora, temos usado o Nanofat durante cirurgias da face e mãos. Aplicado também após o laser de CO2 e Morpheus.



